Nerbass acha que jovens solteiros representam um grupo bom para o mercado por ter salários elevados e independência
Os Indicadores Sociais Municipais do Censo Demográfico 2010, divulgados no ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que, no Brasil, houve um significativo aumento das unidades residenciais onde habita apenas uma pessoa – o percentual saltou de 8,6% para 12,1% em uma década.
Entre todos os estados pesquisados, os maiores percentuais foram registrados no Rio de Janeiro (15,6%) e Rio Grande do Sul (15,2%). O período analisado pela pesquisa, de 2000 a 2010, revela que o número de residências com apenas um morador em Brasília representa 12,7% do cenário geral da cidade. A percentagem se refere a 774 mil pessoas que moram sozinhas na capital federal.
A tendência urbana de morar sozinho é o resultado da soma de vários fatores que contribuíram para o aumento das unidades domésticas unipessoais. Entre eles o aumento do número de jovens que conquistam a independência financeira cada vez mais cedo e deixam de residir com parentes.
O Censo de 2010 destaca que a verticalização das cidades, a diminuição do tamanho das residências, as mudanças de comportamento cultural, como a individualização das pessoas, e o aumento das separações conjugais ajudaram para o menor compartilhamento da convivência familiar, principalmente entre os grupos de adultos jovens.
A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) revela que os solteiros preenchem um número considerável de moradores do Distrito Federal. A PNAD apresentou informações sobre o estado civil das pessoas de 15 anos de idade ou mais e revelou que, no Brasil, elas representam 48,8% – em 2009 este percentual era de 42,8% –, contra 41,7% dos casados e 9,5% de viúvos e separados.
O mercado imobiliário reconhece as novas configurações familiares e lança espaços adequados à demanda dos compradores de imóveis. O sócio-diretor da Unique Imob Empreendimentos Imobiliários, Phelipe Ranzolin Nerbass, aponta vários fatores que contribuíram para esse quadro, especialmente a economia brasiliense, que possui uma renda per capita alta e uma população cujo grau de instrução é bastante elevado em comparação com o restante do país.
“Os solteiros fazem parte dessa fatia da população. Ganham bem e querem independência dos pais. Muitos saem de casa em busca de liberdade e novos desafios e iniciam a construção do patrimônio, prevendo para um futuro próximo a constituição de família e para isso adquirem o primeiro imóvel”, avalia.
Localização adequada
“Em resumo, quando a proposta é desenvolver imóveis para solteiros, são as facilidades reunidas no entorno, à disposição dos moradores, o que primeiro deve ser considerado. Além disso, o condomínio deve oferecer em sua área útil itens que reflitam o way of life desses moradores”, avalia.
Outro ponto que vem sendo cada vez mais considerado pelas construtoras e incorporadoras – até por demanda do próprio comprador – seriam os serviços pay-per-use oferecidos pelo condomínio.
“Facilitam o dia a dia dos solteiros, mas oneram só os que deles lançam mão”, completa Duailibe.
Ela lembra que a metragem das unidades projetadas para solteiros são criticadas em razão de seu tamanho cada vez menor e as incorporadoras têm investido bastante para oferecer vários formatos de ambientação e de aproveitamento racional desses espaços através de sugestões feitas nas unidades decoradas: “Essas unidades lançadas atualmente no mercado são o que chamo de pequenos espaços, porém charmosos”, brinca.
O perfil dos jovens solteiros
Ele diz que os solteiros da classe C, para conseguir adquirir um imóvel, têm de fazer uma ‘sociedade’ com amigos ou com namorado (a) para que a composição da renda possibilite a aquisição. Neste caso, o perfil do imóvel a ser adquirido muda um pouco e os imóveis pequenos (dois quartos) têm sido o alvo, principalmente nas cidades satélites”, completa Nerbass.
O sócio-diretor da Unique Imob Empreendimentos Imobiliários avalia que, neste ano e nos próximos, a tendência é o aumento do número de pessoas que moram sozinhas. “Com o crescimento vegetativo da população e a quantidade de concursos previstos para o GDF com salários atrativos para os próximos anos, acreditamos que várias pessoas de outros estados se mudarão para Brasília e vão morar sozinhas. Outro fator a ser considerado é que nossa população está envelhecendo. Com isso, os mais idosos, quando perdem os companheiros, acabam mudando o perfil dos imóveis, indo para um menor. E isso também movimenta o mercado. Em geral, para os jovens e para a terceira idade, os imóveis menores têm sido os mais procurados”, observa.
As demandas dos solteiros são variadas, diz o executivo: “Os jovens querem praticidade e buscam – até pelo valor da casa – imóveis pequenos, tipo quitinetes. Já os separados que moram sozinhos e têm filhos preferem os de dois quartos, pois recebem os filhos, e os viúvos também preferem esse tipo de imóvel, pois recebem os netos ou mesmo amigo (as) de outras cidades”, conclui.
Fonte - http://migre.me/8qD18
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